A Glória é a Sua presença
- Música Cristã

- 2 de ago. de 2018
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de abr. de 2025
“Se você quiser viver na atmosfera da glória, precisa ser um adorador.”
E é com essa frase (que eu simplesmente amo) de Ruth Hefflin que eu começo a trazer a nossa reflexão dessa semana. É possível que sejamos os melhores e mais assíduos participantes dos nossos cultos, de toda a sua liturgia e de todos os congressos de adoração e nunca adorar.
Vejo constantemente sermos acometidos, nos períodos de louvor, por ministros desesperados, tentando nos dizer o que devemos fazer para adorar. “Levante suas mãos”, “feche seus olhos”, “se você está aqui para adorar, então faça isso, faça aquilo”. Por fim, o nosso único propósito, o de encontrar a presença do Senhor, acaba por passar despercebido porque ficamos buscando um padrão aparente para O adorar obcecadamente.
Buscar com zelo por um propósito e usufruir apenas 5% dele porque o busca forma errada, é muito triste. Mais triste ainda é passar a vida achando que aqueles 5% representam o todo da presença de Deus.
É muito difícil liderar uma igreja inteira à adoração se você ainda não adora.
Quero deixar bem claro neste ponto que sim, cada líder tem seu estilo, tem sua forma de falar, de ministrar e isso é convicto e perfeito dentro de uma esfera puramente bíblica. O que estamos provocando aqui é que se consiga discernir e caminhar no propósito para o qual se está ali.
Mas então o que seria a “adoração”?
Kim Walker diz que a adoração é simplesmente nossa “Conexão com Ele”. Essa é a minha descrição favorita. O Pastor Luciano Subirá diz que a adoração é o meio pelo qual nos achegamos até Ele. Deus não está em busca de adoração, mas de adoradores. Ele está em busca do seu coração.
O Senhor nos ensina que não há um lugar singular para o adorarmos. Igrejas são construídas em todas as partes e, como já dissemos, elas podem estar cheias, mas não haver adoração, não haver busca pela conexão com Ele.
No entanto, podemos ter adoradores no supermercado, na fila de um banco e dentro das nossas casas, a qualquer tempo. O que importa não é o local. Um coração pode encontrar a Deus onde e quando quiser O encontrar.
Passamos muito tempo nas nossas igrejas, nas nossas células, nos nossos congressos, mas não compreendemos a magnitude da necessidade do nosso momento a sós com Ele. Nossa conexão precisa ser desenvolvida. Intimidade com uma pessoa não ocorre do dia para a noite, mas por momentos que temos com o tempo. Assim também é com o Senhor.
Acho interessante como Ruth Hefflin diferencia o Louvor da Adoração. O Louvor é caracterizado por aquele momento em que Jesus entra em Jerusalém em um Jumentinho e todos cantam em uma só voz “Hosana! Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor!”. Mas adoração é quando se está perto de Jesus. Você se prostra e diz “Senhor, eu te amo” e parece que a multidão não está mais ali, mas ela está. Você está totalmente desligado do que está acontecendo ao seu redor.
“Como será no futuro quando fizermos parte da grande multidão diante dEle? Será exatamente como é a verdadeira adoração aqui. Muitos estão lá, mas você nem os percebe. Você está sozinho com o Senhor diante do Seu Trono.”
Como é bom quando em um culto experimentamos a deliciosa presença de Deus no meio do louvor e ficamos pensando “isso me preocupa: como vamos fazer para repetir esses momentos?”. Acho que todos os ministros de louvor já passaram por algo parecido. Logo pensamos “se eu repetir as mesmas músicas, vamos ter a mesma experiência”. No entanto, aquilo não funciona e nem chega perto do que esperávamos.
Ter uma experiência extraordinária com uma canção em um dia não quer dizer que no outro aquela mesma canção vá trazer a mesma experiência, a mesma atmosfera. Deus permite isso acontecer para nos mostrar que a glória não está em uma música, mas a glória está na Sua presença.
Este é o padrão da adoração para Deus: buscar a sua presença. Se andarmos nesse padrão a glória de Deus sempre virá não importando qual a canção*.
*ressalvas para canções que estejam em desacordo com as verdades da bíblia.
REFERÊNCIAS
HEFFLIN, Ruth. Livro “Glória: Experimentando a Atmosfera do Céu”.
WALKER, Kim. “A Lifestyle of Worship”.
SUBIRÁ, Luciano. “O que motiva o meu ministério”.




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